José era um cara qualquer, com um nome qualquer.
Usava óculos e aparelho.
Tinha o cabelo meio que enrolado.
Não era nem alto, nem baixo.
Nem gordo, nem magro.
Tinha meias palavras e meias atitudes.
Era isso que o incomodava.
Sempre foi o meio termo.
Sempre usava a mesma camiseta vermelha,
Conversava com as mesmas pessoas,
Dos mesmos assuntos...
Estava acomodado, porém infeliz...
Quem nunca se sentiu assim?
Foi criado esse blog para que vocês sintam a mesma felicidade que eu sinto quando escrevo. Quero transmitir para vocês, cada sentimento que eu tenho. Esse é o meu diário, sintam-se BEM VINDOS.
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
terça-feira, 12 de novembro de 2013
A liberdade de sermos diferentes
Joaquim, negro sofrido,
32 anos, perdido.
Perdida a vida, perdida a esperança.
Só lhe restava lembrança,
Da família e da cobrança.
32 anos, perdido.
Perdida a vida, perdida a esperança.
Só lhe restava lembrança,
Da família e da cobrança.
Por muito tempo questionou,
Viveu muitos anos a servir sem nunca ser servido.
Era tratado como algo jogado, sem compromisso.
O que lhe restava eram migalhas,
Mas mesmo assim,
Seu sorriso amarelo brilhava em meio a angústia,
Iluminava e o permitia sonhar que um dia seria livre.
Viveu muitos anos a servir sem nunca ser servido.
Era tratado como algo jogado, sem compromisso.
O que lhe restava eram migalhas,
Mas mesmo assim,
Seu sorriso amarelo brilhava em meio a angústia,
Iluminava e o permitia sonhar que um dia seria livre.
Ahhhh liberdade, tão sonhada liberdade!
Aquela que Joaquim desejava,
De tanto acreditar tornou-se realidade.
Aquela que Joaquim desejava,
De tanto acreditar tornou-se realidade.
Foi liberto, mas não livre.
Em meio à tanta mentira,
Joaquim sentiu ira,
E jurou nunca mais ser enganado,
Estava mesmo determinado.
Acreditava ser realmente livre,
Pois seu sorriso e seus sonhos,
Ninguém acorrentava mais.
Em meio à tanta mentira,
Joaquim sentiu ira,
E jurou nunca mais ser enganado,
Estava mesmo determinado.
Acreditava ser realmente livre,
Pois seu sorriso e seus sonhos,
Ninguém acorrentava mais.
Como fizeram com seus antepassados,
filhos paridos nessa terra indiferente.
Que muitas vezes não enxergaram a beleza
E a riqueza na diferença.
filhos paridos nessa terra indiferente.
Que muitas vezes não enxergaram a beleza
E a riqueza na diferença.
Ahhh diferença, tão temida diferença!
Porque ninguém gosta de ti?
A liberdade de sermos diferentes.
Porque incomoda tanta gente?
A liberdade da cor,
Da diferença e da igualdade.
Que se completam e encantam o olhar.
Assim como Joaquim, no brilho do luar...
Porque ninguém gosta de ti?
A liberdade de sermos diferentes.
Porque incomoda tanta gente?
A liberdade da cor,
Da diferença e da igualdade.
Que se completam e encantam o olhar.
Assim como Joaquim, no brilho do luar...
Ana Flávia Alves Garcia
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Esperando esperar!
Faz tanto tempo que não escrevo aqui...
Falta tempo e sobram palavras...
Mas hoje, estou aqui, escrevendo de madrugada, porque não consigo me entender...
Meu coração está inquieto, indeciso, machucado...
Eu acho que nenhum ser humano deveria implorar por algum sentimento, sabe?
Não se implora por amor, não se implora por carinho, não se implora por atenção...
Sentimentos tão valiosos, às vezes, jogados no lixo.
As pessoas são hipócritas, eu me incluo nisso, porque querendo ou não esperamos algo das pessoas.
Esperamos elas sentirem o mesmo, esperamos elas darem valor...
Esse é um dos meus maiores problemas, ESPERAR.
Sempre espero das pessoas mais do que podem me dar, isso não é defeito delas, é eu sempre imaginar de um jeito e acontecer de outro.
É criar expectativas, é esperar que as pessoas vão fazer o mesmo que você faz por elas.
Comigo isso acontece praticamente em todos os meus relacionamentos.
Sempre espero um sorriso a mais, um carinho inesperado, uma mensagem dizendo estar com saudades...
Um presente fora de época, uma carta, algo que demonstre, poxa, pensei em ti...
Pode não parecer, mas me esforço para dar meu melhor, meu melhor nas amizades, no namoro, na família...
E sinto não ser retribuída do jeito que esperava...
Estou cansada de correr atrás das pessoas, de dizer primeiro "eu te amo", dizer o primeiro "estou com saudades" ou então "vamos sair"...
Sentimentos pra mim são como flores, se não houver tempo bom, elas murcham... Se não houver reciprocidade nos sentimentos, eles diminuem...
Chega uma hora que se deve dar um basta.
Não aquele tipo de birrinha "não vou mais correr atrás de você e blablabla", chega uma hora que a gente vai se afastando de verdade, pra ver quem realmente sente sua falta, quem realmente se importa.
E isso dói. Dói muito.
Hoje tive uma aula muito interessante de filosofia, sei que não é muito o tema aqui, mas me ajudou a refletir bastante... Estamos estudando Nietzsche, As três metamorfoses e os três devires do pensamento...
Ele usa o exemplo do Camelo, que representa o peso, que suporta muito, que se não houver questionamento ele passa a vida toda carregando peso.
O Camelo não quer decepcionar. Sempre faz o que mandam, sempre faz o seu dever.
A segunda metamorfose ele usa o exemplo do Leão que aparece para tomar providências, de tanto ter feito o meu dever, esqueci o que eu quero. O que eu quero?
O leão vem para decepcionar, frustrar, por isso a força, o rangido, porque quer deixar de carregar peso, deixar de carregar o que não é seu.
Achei isso incrível e associei ao meu dia-a-dia.
Estou cansada de ser camelo, estou cansada de me responsabilizar por algo que não preciso. Estou cansada de suportar peso.
Por mais que eu não queira decepcionar ninguém, preciso tomar providências.
Cansada de esperar demais dos outros...
Nós temos toda a eternidade pra dormir, o que custa ficar meia hora acordado me dando atenção?
O que custa me ligar e contar como foi seu dia, como está sendo as novas amizades, dizer que sente saudade das antigas?
O que custa as pessoas darem um pouco mais de atenção para as outras?
Estou esperando esperar menos.
Falta tempo e sobram palavras...
Mas hoje, estou aqui, escrevendo de madrugada, porque não consigo me entender...
Meu coração está inquieto, indeciso, machucado...
Eu acho que nenhum ser humano deveria implorar por algum sentimento, sabe?
Não se implora por amor, não se implora por carinho, não se implora por atenção...
Sentimentos tão valiosos, às vezes, jogados no lixo.
As pessoas são hipócritas, eu me incluo nisso, porque querendo ou não esperamos algo das pessoas.
Esperamos elas sentirem o mesmo, esperamos elas darem valor...
Esse é um dos meus maiores problemas, ESPERAR.
Sempre espero das pessoas mais do que podem me dar, isso não é defeito delas, é eu sempre imaginar de um jeito e acontecer de outro.
É criar expectativas, é esperar que as pessoas vão fazer o mesmo que você faz por elas.
Comigo isso acontece praticamente em todos os meus relacionamentos.
Sempre espero um sorriso a mais, um carinho inesperado, uma mensagem dizendo estar com saudades...
Um presente fora de época, uma carta, algo que demonstre, poxa, pensei em ti...
Pode não parecer, mas me esforço para dar meu melhor, meu melhor nas amizades, no namoro, na família...
E sinto não ser retribuída do jeito que esperava...
Estou cansada de correr atrás das pessoas, de dizer primeiro "eu te amo", dizer o primeiro "estou com saudades" ou então "vamos sair"...
Sentimentos pra mim são como flores, se não houver tempo bom, elas murcham... Se não houver reciprocidade nos sentimentos, eles diminuem...
Chega uma hora que se deve dar um basta.
Não aquele tipo de birrinha "não vou mais correr atrás de você e blablabla", chega uma hora que a gente vai se afastando de verdade, pra ver quem realmente sente sua falta, quem realmente se importa.
E isso dói. Dói muito.
Hoje tive uma aula muito interessante de filosofia, sei que não é muito o tema aqui, mas me ajudou a refletir bastante... Estamos estudando Nietzsche, As três metamorfoses e os três devires do pensamento...
Ele usa o exemplo do Camelo, que representa o peso, que suporta muito, que se não houver questionamento ele passa a vida toda carregando peso.
O Camelo não quer decepcionar. Sempre faz o que mandam, sempre faz o seu dever.
A segunda metamorfose ele usa o exemplo do Leão que aparece para tomar providências, de tanto ter feito o meu dever, esqueci o que eu quero. O que eu quero?
O leão vem para decepcionar, frustrar, por isso a força, o rangido, porque quer deixar de carregar peso, deixar de carregar o que não é seu.
Achei isso incrível e associei ao meu dia-a-dia.
Estou cansada de ser camelo, estou cansada de me responsabilizar por algo que não preciso. Estou cansada de suportar peso.
Por mais que eu não queira decepcionar ninguém, preciso tomar providências.
Cansada de esperar demais dos outros...
Nós temos toda a eternidade pra dormir, o que custa ficar meia hora acordado me dando atenção?
O que custa me ligar e contar como foi seu dia, como está sendo as novas amizades, dizer que sente saudade das antigas?
O que custa as pessoas darem um pouco mais de atenção para as outras?
Estou esperando esperar menos.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Amor é isso, não é?
Amor é isso, não é?
Segurar as pontas, quando mal se aguenta.
Equilibrar-se por dois sobre uma corda só.
Não conseguir dormir porque o outro te preocupa mais do que qualquer coisa.
Amor é isso, não é?
Não abandonar, não desistir, ainda que o barco vire, que ponte caia, que o chão desabe.
Buscar aquilo que é melhor, mesmo não trazendo sorrisos imediatos.
Não ter o egoísmo e nem a malícia de permanecer só enquanto está tudo bem.
É aguentar tomar chuva, mesmo resfriado há tempos, enquanto não consegue empurrar o outro para debaixo de um teto.
É suportar mais do dizíamos capazes.
É perdoar o imperdoável.
Tentar carregar o dobro do nosso próprio peso.
É repetir um milhão de vezes a mesma coisa, se necessário, por mais que a paciência esteja esgotada. Remar sozinho quando o outro não tem forças.
Quando não oferece ajuda, quando está muito ocupado ou quando não tem tempo.
Amor é isso, não é?
muito além do desespero de uma paixão consumida em chama.
Muito mais que ter alguém para acompanhar nas festas, para ligar à noite, quando não se tem o que fazer; Muito mais que alguém para suprir carência com abraços e beijos.
É ter alguém sem possuir. É tornar-se, ao mesmo tempo, morada e local de fuga.
+É ser professor, psicólogo e companheiro de dança, tudo ao mesmo tempo.
É enfrentar o escuro em um lugar desconhecido, com a certeza de que haverá uma mão para amparar qualquer queda.
Deixar a zona de conforto porque o outro pede socorro.
Mergulhar em um rio profundo, nadar o quanto puder, engolir água e choro, aguentar firme, porque alguém lá no fundo te espera e conta com a sua coragem para carregá-lo até a margem.
Mergulhar, sem olhar o peso no próprio bolso, nesse rio de águas misteriosas.
Esse rio chamado amor.
Segurar as pontas, quando mal se aguenta.
Equilibrar-se por dois sobre uma corda só.
Não conseguir dormir porque o outro te preocupa mais do que qualquer coisa.
Amor é isso, não é?
Não abandonar, não desistir, ainda que o barco vire, que ponte caia, que o chão desabe.
Buscar aquilo que é melhor, mesmo não trazendo sorrisos imediatos.
Não ter o egoísmo e nem a malícia de permanecer só enquanto está tudo bem.
É aguentar tomar chuva, mesmo resfriado há tempos, enquanto não consegue empurrar o outro para debaixo de um teto.
É suportar mais do dizíamos capazes.
É perdoar o imperdoável.
Tentar carregar o dobro do nosso próprio peso.
É repetir um milhão de vezes a mesma coisa, se necessário, por mais que a paciência esteja esgotada. Remar sozinho quando o outro não tem forças.
Quando não oferece ajuda, quando está muito ocupado ou quando não tem tempo.
Amor é isso, não é?
muito além do desespero de uma paixão consumida em chama.
Muito mais que ter alguém para acompanhar nas festas, para ligar à noite, quando não se tem o que fazer; Muito mais que alguém para suprir carência com abraços e beijos.
É ter alguém sem possuir. É tornar-se, ao mesmo tempo, morada e local de fuga.
+É ser professor, psicólogo e companheiro de dança, tudo ao mesmo tempo.
É enfrentar o escuro em um lugar desconhecido, com a certeza de que haverá uma mão para amparar qualquer queda.
Deixar a zona de conforto porque o outro pede socorro.
Mergulhar em um rio profundo, nadar o quanto puder, engolir água e choro, aguentar firme, porque alguém lá no fundo te espera e conta com a sua coragem para carregá-lo até a margem.
Mergulhar, sem olhar o peso no próprio bolso, nesse rio de águas misteriosas.
Esse rio chamado amor.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Ela é você!
Ela é boba, ri de tudo e faz palhaçada.
Ela sabe ser seria, fria e grossa.
Ela é romântica, sentimental e se apega muito fácil.
Ela se apaixona por sorrisos, gosta de abraços apertados e de andar de mão dada.
Ela gosta de gente que a valoriza, gosta de se sentir importante e mais ainda quando é mimada.
Ela ama fazer carinho, ama receber carinho e que mexem no seu cabelo.
Ela é uma garota difícil de lidar, está cada hora de um jeito e é péssima em demonstrar o que sente.
Ela se importa, tem medo de perder e sente muito ciúmes.
Ela é um doce de menina, mas não a machuque pois esta pode ficar amarga.
Ela sabe ser seria, fria e grossa.
Ela é romântica, sentimental e se apega muito fácil.
Ela se apaixona por sorrisos, gosta de abraços apertados e de andar de mão dada.
Ela gosta de gente que a valoriza, gosta de se sentir importante e mais ainda quando é mimada.
Ela ama fazer carinho, ama receber carinho e que mexem no seu cabelo.
Ela é uma garota difícil de lidar, está cada hora de um jeito e é péssima em demonstrar o que sente.
Ela se importa, tem medo de perder e sente muito ciúmes.
Ela é um doce de menina, mas não a machuque pois esta pode ficar amarga.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Lágrimas do céu
Cai a chuva
Dos meus olhos
E cai a chuva
Lá no céu
Há diferença
Entre elas?
Chove do mesmo jeito
E tem o mesmo defeito:
Ninguém consegue controlar.
A chuva dos olhos
E a chuva do céu.
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