Joaquim, negro sofrido,
32 anos, perdido.
Perdida a vida, perdida a esperança.
Só lhe restava lembrança,
Da família e da cobrança.
32 anos, perdido.
Perdida a vida, perdida a esperança.
Só lhe restava lembrança,
Da família e da cobrança.
Por muito tempo questionou,
Viveu muitos anos a servir sem nunca ser servido.
Era tratado como algo jogado, sem compromisso.
O que lhe restava eram migalhas,
Mas mesmo assim,
Seu sorriso amarelo brilhava em meio a angústia,
Iluminava e o permitia sonhar que um dia seria livre.
Viveu muitos anos a servir sem nunca ser servido.
Era tratado como algo jogado, sem compromisso.
O que lhe restava eram migalhas,
Mas mesmo assim,
Seu sorriso amarelo brilhava em meio a angústia,
Iluminava e o permitia sonhar que um dia seria livre.
Ahhhh liberdade, tão sonhada liberdade!
Aquela que Joaquim desejava,
De tanto acreditar tornou-se realidade.
Aquela que Joaquim desejava,
De tanto acreditar tornou-se realidade.
Foi liberto, mas não livre.
Em meio à tanta mentira,
Joaquim sentiu ira,
E jurou nunca mais ser enganado,
Estava mesmo determinado.
Acreditava ser realmente livre,
Pois seu sorriso e seus sonhos,
Ninguém acorrentava mais.
Em meio à tanta mentira,
Joaquim sentiu ira,
E jurou nunca mais ser enganado,
Estava mesmo determinado.
Acreditava ser realmente livre,
Pois seu sorriso e seus sonhos,
Ninguém acorrentava mais.
Como fizeram com seus antepassados,
filhos paridos nessa terra indiferente.
Que muitas vezes não enxergaram a beleza
E a riqueza na diferença.
filhos paridos nessa terra indiferente.
Que muitas vezes não enxergaram a beleza
E a riqueza na diferença.
Ahhh diferença, tão temida diferença!
Porque ninguém gosta de ti?
A liberdade de sermos diferentes.
Porque incomoda tanta gente?
A liberdade da cor,
Da diferença e da igualdade.
Que se completam e encantam o olhar.
Assim como Joaquim, no brilho do luar...
Porque ninguém gosta de ti?
A liberdade de sermos diferentes.
Porque incomoda tanta gente?
A liberdade da cor,
Da diferença e da igualdade.
Que se completam e encantam o olhar.
Assim como Joaquim, no brilho do luar...
Ana Flávia Alves Garcia
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