quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O amor

O amor está no ar.
O amor é o luar.
O amor é imaginação,
não é a ilusão
que todos vivem se queixando
e parando de acreditar,
nesse sentimento tão sincero
que começaram a banalizar.
Tem que sentir o despertar,
despertar pra alegria,
pra paixão e pra agonia,
despertar pra saúde,
pro sucesso e pra plenitude.
O amor é atitude.
O amor é amizade,
bondade e caridade,
não se enxerga a maldade,
ele é tranquilidade.
O amor é mágico
como descrevem nos contos de fadas,
o que muda são as pessoas
que não acreditam mais em nada.
O amor é tudo.
O amor é coisa simples,
O amor é coisa rara!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Ás vezes a vida nos faz enxerga-la com outros olhos

Estava voltando da padaria com várias sacolas na mão e um homem nos parou na rua, eu e meu namorado, ele falou seu nome e nos contou sua história...
O nome dele era Samuel, ele era presidiário, estava fora pra passar o natal com sua família, sua mulher estava catando coisas no lixo logo a frente enquanto nós conversávamos... Disse que já tentou se matar e que ele não foi preso por tirar a vida de alguém, ele foi preso por tentar assaltar uma loja, mas nunca tinha pego em uma arma na sua vida, foi pego em flagrante.
5 ano de cadeia, ele se arrependeu de ter feito isso, ele acredita em Deus.
Nos parou pra pedir dinheiro pra ônibus, ou pra comer alguma coisa... O que mais me tocou é que ele poderia ter roubado a gente, como fez no passado, mas não, ele abriu seu coração, conversou com toda a sua sinceridade, dava pra ver no olhar, o brilho do olhar falando que tinha se arrependido e que precisava comer, precisava voltar pra Paraibuna.
Quem disse que não existem arrependimentos? Quem foi que disse que não existe conversão? Quem disse que um presidiário não pode ter Deus no coração?
Dei todo o dinheiro que eu tinha, se tivesse mais, eu daria mais e o homem se arrepiou dizendo: isso é o sentimento de Deus em mim... Achei tão bonito, tão verdadeiro, que não consigo achar palavras pro que eu senti na hora.
Acho que ouvindo uma história assim, a gente passa a ver as coisas de outro jeito, com um novo sentido...
Mesmo indo na semana missionária, e ouvindo todos os dias as pessoas falando de seus problemas, de suas mágoas e desesperos, esse cara me deixou realmente sem palavras, porque ele dizer que era presidiário não ia mudar nada, não ia saber se era verdade ou não, mas ele foi verdadeiro, e é essa verdade que importa.

Uma tarde apenas

Hoje fui em um orfanato, chamado casa dos meninos, fui ser voluntária e me apaixonei por aquelas crianças.
Elas ficavam felizes por um sorriso que a gente dava, por uma brincadeira que a gente improvisava, eram simples e carentes...
O dia foi muito divertido apesar de muitos mal entendidos nosso grupo conseguiu fazer o que estava ao alcance, mas fui embora triste.
Triste por ficar imaginando o porquê aquelas crianças estavam ali, seja por abandono, seja por necessidade, mas elas não mereciam estar ali... Não mereciam ficar trancadas todos os dias entre muros em que pra elas a realidade é outra, separadas por um muro em que elas não tem uma mãe pra abraçar e não tem um pai pra contar como foi o seu dia, não tem uma família pra compartilhar alegrias e sofrimentos, lá são eles por eles, percebi que eles são tão unidos, como se fossem irmãos, aliás, eles são..
Achei tão fofo um deles dizer que eles eram irmãos de verdade, perante os olhos de Deus! Eles tem uma coisa diferente, uma alegria no olhar, mas ao mesmo tempo uma mágoa bem grande... Me senti hipócrita, uma das pessoas mais hipócritas eu acho, porque vivo reclamando das coisas, mas tenho minha base ao meu lado, base que costumam chamar de família, mesmo sabendo que existem problemas nela eu ainda continuo ali, sendo apoiada, sendo acolhida, agora eu penso e quem não tem nem isso?
Queria poder ter condições pra dar a atenção que todos eles merecem, e o que mais eu estou pensando é que eu visitei hoje uma instituição e existem milhares no mundo todo... O que acontecem com essas crianças? Imaginar o que elas sentem, o que elas passam, não é fácil, pelo menos pra mim não.
Fomos passar o natal nesse lugar e pra mim foi o melhor, vai ser melhor do que o meu próprio, porque é tão normal você passar com sua família, com uma ceia, árvore e presentes em volta, mas o diferente é você passar com crianças que nunca viu na vida e se sentir cheia, sentir que o buraco vazio que você tinha, elas simplesmente completaram, mesmo que seja por uma tarde apenas...