terça-feira, 12 de maio de 2015

Através do Espelho

Espelho espelho meu
E de pensar que me disseram
Que era você meu primeiro caso
Com você eu saberia da competição
Você me apontaria meus defeitos
Não somente minha feição
Espelho espelho meu
E de pensar que me disseram
Que por você eu não devia ter apreço
Que a imagem que me reflete, não tem peso
Ou então, as palavras pouco sábias
Dos que me falaram: o despreze
A ele não servem teus seios, teus cabelos
Teu umbigo, tuas mãos, tua bunda, teus olhos
Não, são agressivos para o espelho
Espelho espelho meu
Tu que queria que eu fosse
Mais bela do que eu
Tu que me criou para ferir
A imagem de quem eu sou
Tu que me ensinou a ignorar
E então prosseguir
Com alguma mentira abstrata
Que ainda nenhum de nós contou
Tu que me apontou o corpo
E me atirou pro lado:
"Não serve, não presta
Aos teus serviços, pobre
Não estou"
Espelho espelho meu
Você que me contou
Que a competição não vale
Um quinto daquilo que sou
Que me disse: vai e me deixa
Não é à mim que serve tua queixa
Não são meus olhos que te terão serventia
Não se enobreça pelo que vê em mim
Não se afogue, criança narcisista
Porque eu irei te engolir
Se mais perto de mim chegar
Irei te contar
Verdades que você não irá gostar
Constatarei que teu mundo inteiro
Num segundo, já não é mais tão certeiro
Quando vê que aquilo que tu reflete em mim
Não é a simples imagem que pode enxergar
Eu sou o primeiro a te contar:
Pare de contar comigo
Para tua história traçar
Espelho espelho meu
Eu que cheguei ao ponto
De não reconhecer mais meu eu
Se nem em ti, meu corpo se concebeu
Se nem por ti minha matéria se entendeu
Se nem meus olhos não me viram nos teus
Te direi sem abandono: tu me criastes
Me abandonastes, me fez pra ti
Mas a ti não caibo eu
Se agora pode então, maduramente
Me olhar com olhos mais coerentes
É porque sabes que é muito pouco
O porque teus julgamentos loucos
Impuseram-me a todos esse sufoco
E que é sim parte de mim esse corpo
E que meu trato não se submeterá
Ao delírios dos teus domínios

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Buda diz que “Milhares de velas podem ser acesas de uma única vela e a vida da vela não será encurtada. Felicidade nunca diminiu ao ser compartilhada.”.
Já o escritor argelino Albert Camus questiona “O que é a felicidade além da simples harmonia entre o homem e a vida que ele leva?”.
Já o contemporâneo americano Richard Carlson afirma que “Não existe caminho para felicidade. A felicidade é o caminho.”.
O filósofo francês Denis Diderot conta que “Há apenas um dever: o de sermos felizes.”.
Abraham Lincoln diz que “A maioria das pessoas é tão feliz quanto decide ser.”.
Adriana Falcão, escritora brasileira, comenta que “ A felicidade é um agora sem nenhuma pressa.”.
Escritor inglês William Ralph Inge diz que “As pessoas mais felizes são aquelas que não têm nenhuma razão específica para serem felizes, exceto pelo fato que elas são.”.
A poeta inglesa Storm Jameson pensa que “A felicidade vem da capacidade de sentir profundamente, desfrutar com simplicidade, pensar com liberdade, arriscar e ser necessário.”.
Viki King, americano contemporâneo reflete que “Você não será feliz com mais até ser feliz com o que você já tem.”.
André Maurois, escritor francês pensa que “Felicidade é como uma flor que não se deve colher.”.
O brasileiro Humberto Rohden diz “Não faça sua felicidade depender do que não depende de você.”.
De acordo com o russo, Leon Tolstoi “Se você quer ser feliz, seja.”.
O francês Jules Renard diz que “A felicidade consiste em ser feliz.  Não consiste em fazer crer aos demais que o somos.”.
O escritor Uruguaio Constancio Vigil, pensa que “Quem busca felicidade fora de si é como um caracol que caminha em busca de sua casa.”.
Voltaire, filósofo francês, encherga a felicidade como “a única coisa que podemos dar sem possuir”.
 O compositor alemão Richard Wagner, diz que a “Alegria não está nas coisas, está em nós.”.
O comendiante inglês, Henny Youngman se questiona “Qual o uso da felicidade? Ela não pode comprar dinheiro.”.
Para o escritor francês Henri Stendh “Descrever a felicidade é diminui-lá.”.

E pra você, qual o sentido de felicidade?

domingo, 17 de agosto de 2014

Em noites de inverno, sair ao mundo é coragem.
Pentear os cabelos é bobagem.
Agasalhar-se no outro e aproveitar a paisagem.
Que se faz ausente no mundo quente e rápido do verão
– que volta e meia acaba em goles tão gelados quanto esses dias de cão.
Em noites de inverno é preciso aquecer o coração.
Calçar as meias e botar os pés no chão.
Proteger os ouvidos das palavras pontiagudas
que se desprendem dessas gargantas inflamadas,
carregadas pelo vento que nos esmurra,
mas foge rápido, trombando as árvores em toda direção.
Em noites de inverno, melhor se preparar...
A n d a r d e v a g a r.
E tentar amolecer os músculos do corpo antes que o baque nos congele
e a gente fique pra sempre assim, encolhido, miúdo
e só.
Melhor seria, é bem verdade, seguir os conselhos da mãe e nunca mais sair do pijama. Agarrar um livro de fantasia ou ficção, se encerrar entre quatro paredes que vento nenhum possa alcançar, encontrar um alçapão, deitar em baixo da cama... Se afugentar.
Mas em noites de inverno
- e a gente não devia –
todo mundo exibe um pouco de pele e se arrisca,
(só pra ver no que é que dá.)
Abre o peito pras estrelas uma noite inteira.
Ou se esconde nos casacos enquanto disfarça e torce.
Por uma experiência forte,
talvez acordar de cama,
uma sensação de quase-morte.
Porque em noites de inverno, todo vento
(toque a garganta ou o coração)
é de ameaçar.
Mas toda prece que se roga
lá no fundo
é por uma chance de ressuscitar.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Olho Grego

Olho grego é um talismã contra a inveja e o mau-olhado, é também conhecido como um símbolo da sorte e funciona contra energias negativas.

Acredita-se o olho grego tem o poder de absorver energias negativas, além de proteger a pessoa da inveja. Normalmente, o olho grego é feito de vidro, com a cor azul, pois acredita-se que o mau-olhado tem essa cor, portanto seria mais eficiente em não atraí-lo. O olho também pode simbolizar o olhar de Deus que ilumina e protege as pessoas, além de transmitir a paz.


Feito de vidro, o olho grego que filtra as energias negativas, se rompido, perde suas características de proteção e portanto, deve ser substituído por outro.
O olho grego existe há muito tempo, e era utilizado em rituais da religião islâmica, mas foi adotado por católicos também. O símbolo também é muito encontrado em países árabes, como Grécia, Irã e Armênia.
O olho grego também é conhecido como olho turco ou nazar, porque também é bastante popular na Turquia e é usado com o mesmo propósito que o olho grego. 
No Antigo Egito e na Índia, o Olho de Hórus e o Terceiro Olho do Buda representavam objetos com a mesma função que o olho grego.
O olho grego simboliza a sorte, a energia positiva, a limpeza, a saúde, a luz, a paz, a proteção.

Simbologias do Elefante



O elefante é considerado o símbolo da boa sorte, da sabedoria, da persistência, da determinação, da solidariedade, da sociabilidade, da amizade, do companheirismo, da memória, da longevidade, do poder. Para tanto, o elefante apresenta muitas simbologias e dependendo da cultura em que está inserido pode representar significados opostos.


Interessante notar que tanto na Ásia como na África, o elefante representa o poder soberano. Dessa forma, na Ásia, o elefante é a montaria dos reis e simboliza o poder de reger, sendo a paz e a prosperidade efeitos desse poder estabelecido. Considerado o símbolo de estabilidade e imutabilidade, na ioga o elefante representa um dos chakras "muladhara", que corresponde ao elemento terra.
Na Índia e no Tibet os elefantes são venerados e considerados os animais "suporte do mundo" uma vez que para eles, o universo repousa no lombo de um elefante. Por isso, muitas vezes, é considerado um animal cósmico, visto que se assemelha à estrutura do cosmos, ou seja, quatro pilares sustentando uma esfera. Além disso, na religião budista, o elefante é um símbolo da encarnação de Buda pois foi de um elefante que a rainha Maya concebeu Buda.
Na África, simboliza a força, a prosperidade, a longevidade e a sabedoria. As trombas ameaçadoras de um elefante em sonhos, podem ter um caráter sexual, pela razão de ter um aspecto fálico exprimindo, dessa forma, um conflito erótico. Além disso, frequentemente, os elefantes são considerados como sendo símbolo da castidade.
Na mitologia hindu, o elefante é a montaria de cada uma das deidades que presidem os oito pontos cardeais. Assim, nos mitos hindus, os primeiros elefantes do mundo possuíam asas e brincavam com as nuvens. O Deus Indra, considerado a divindade da chuva, das ventanias e dos elementos naturais, usava um elefante como montaria. Além disso, o Deus Krishna e a sua esposa Radha podiam se transformar em elefantes, representando dessa maneira, a corporeidade do amor divino.
Por outro lado, os ocidentais consideram o elefante como o animal que representa o peso, a lentidão e a falta de jeito. Em alguns lugares, quando posicionado acima de uma pilastra, o elefante evoca o "despertar".
Ganesh
Para os hindus, os elefantes são considerados animais sagrados, sendo que um dos deuses mais importantes é Ganesh, representada pela figura de um elefante e considerado o deus da ciência, do conhecimento, da beleza, da força, do equilíbrio, da superação e das letras.
Dessa forma, Ganesh, concebido pela rainha Maya, possui cabeça de elefante que representa o macrocosmo e corpo de homem, que representa o microcosmo. Nesse ínterim, o elefante é, paradoxalmente, ao mesmo tempo, o começo e o fim.

Incenso

Há anos, o incenso vem sendo utilizado pelas diversas crenças, religiões e mesmo pessoas descompromissadas com qualquer tipo de credo.

Os antigos, extremamente cautelosos e minuciosos em relação ao preparo de seus rituais, e, é claro, do ambiente em que realizavam estes rituais, escolhiam os incensos mais apropriados para aquilo que desejavam e esperavam alcançar.O uso dos incensos se propagou pelo tempo, tornando:se um importante instrumento universal de meditação, purificação, proteção, não sendo errado acreditar em algumas afirmações encontradas em livros, sites e crendices, tais como:
I. Os incensos, uma vez utilizados de maneira correta, criam uma atmosfera no ambiente, de energia, equilíbrio e harmonia, que ajudam o ser humano a sintonizar mais facilmente com os planos superiores;
II. Associa o homem à divindade, o finito ao infinito. Alguns, ainda, afirmam que os incensos possuem a incumbência de levar a prece para o céu.
III. O incenso está relacionado ao elemento ar e representam a percepção da consciência que, no ar, está presente em toda parte. De fato, estas são apenas algumas das inúmeras afirmações devotadas a este "santo remédio", se assim podemos chamá:lo.
Os Incensos são misturas de ervas, aromas, ou seja, misturas de componentes alquímicos que possuem a função básica de elevar espiritualmente, tanto o ambiente como o próprio ser, servindo como agente mediúnico das intenções humanas ao Astral.

Além de acalmar e perfumar, ele é utilizado em muitas religiões para agradar os deuses.
Como oferenda, possui duas funções: a de agradar e homenagear os deuses e a de fazer os pedidos chegarem mais rápido até eles.
Para várias culturas, o incenso é um elo com o sagrado. 
“A fumaça aponta para o mistério de Deus, ajuda a transcender”.
Segundo o livro Incenso – Preparo, Uso e Significado Ritual (ed. Hemus), “povos primitivos estabeleciam contato com o divino através da fumaça oriunda da queima de ervas e madeiras aromáticas que se elevavam até os céus.”
A civilização egípcia foi a primeira a registrar seu emprego com a intenção de afugentar os maus espíritos e homenagear seus deuses.
Mais adiante, na Bíblia, o incenso aparece como um dos presentes levados pelos três reis magos a Jesus. “Assim como o ouro, os perfumes e os incensos eram ofertados por serem caros e preciosos”.
Para levar os pedidos aos deuses é na Índia que o incenso ganha a força e o contorno que, anos depois, veio a ser comercializado no Brasil: uma mistura de ervas e resinas em forma de vareta.
Nos rituais hare krishna, a religião que difundiu o uso dos incensos por aqui, ele permanece no altar e é oferecido a Krishna (ou Vishnu).
“É uma representação do elemento ar e ajuda a estabelecer um vínculo com o supremo”, diz Gadhadara Das, monge do Templo Hare Krishna São Paulo.
Símbolo do desapego e da purificação, no budismo tibetano, o incenso é o símbolo da generosidade e do desprendimento. É um dos elementos que representam os prazeres sensoriais – no caso, o olfato.
A proposta é oferecê-lo para as deidades. Pois, dessa forma, a pessoa exercita o desapego dos prazeres sensoriais que é entregue como presente e se vai com a fumaça.
O incenso também deixa o ambiente agradável, livre de energias negativas. É capaz de tornar ainda mais forte um ritual do qual participam várias pessoas.
“Todos ficam na mesma vibração”.

Cada um tem sua crença!

Acredito que cada um tem que respeitar a crença dos outros, para que a sua seja respeitada.
Inventar esteriótipos só piora as coisas, se eu disser que todo evangélico tenta converter os outros, quem irá querer conversar com um? Se eu disser que Induísmo é uma religião ruim ou ultrapassada, quem irá se interessar? Se eu disser que Umbanda ou Candomblé são religiões para fazer mal as pessoas ou dizer até mesmo que é macumba, todos irão ter medo...
Acredito que todos devam saber um pouco sobre cada coisa, para não passarem informações erradas, e se você não se interessar por saber, não julgar quem acredita nisso.
Antes eu era católica, católica praticante mesmo, mas de uns tempos pra cá, há muito questionamento e poucas respostas no meu ponto de vista...
Acredito em Deus sim, e muito! Mas também penso que não preciso de uma religião para ser um elo entre eu e Ele... Não preciso de uma oração para me comunicar, oração essa que muitas vezes falam falam sem nem sentir o que estão falando.
Quero conhecer um pouco sobre as religiões no geral, para que, se um dia tiver uma, eu saiba que procurei e foi a que mais me identifiquei.
Queria colocar um pouco aqui sobre algumas religiões...
Candomblé por exemplo, é uma religião africana trazida ao Brasil pelos africanos durante o período escravocrata. Segue as leis da Natureza, que tem como divindade os Orixás, estes que cuidam e equilibram as energias da nossa existência.
Umbanda, religião brasileira criada atrás da mistura dos cultos africanos e do catolicismo. Segue os princípios da fraternidade e da caridade sob as leis da Natureza e do Plano Espiritual.
Macumba, apesar do terno ser amplamente utilizado para se referir pejorativamente as religiões de descendência africana, macumba nada mais é que uma árvore africana e também um instrumento musical utilizado em rituais afro-brasileiros.
Isso é só pra mostrar para vocês como é pouco falado sobre isso, pouco procurado...
A intenção que eu tinha quando comecei a escrever foi de colocar um pouco sobre a minha crença para vocês, crença não precisa ser necessariamente uma religião...
Acredito em apanhadores de sonhos, em incensos, em olho grego, mão de hamsá, mandalas...
E alguma pessoas dizem que isso não é coisa de Deus, dizem que se eu acredito em Deus, não tenho que acreditar em outro "objeto" que me proteja, porque Ele já me protege de tudo... Quem diz o que é uma coisa de Deus? Quem tem o poder de definir o que é bom e o que é ruim?
Discordo disso, porque eu acredito no que eu quiser acreditar, não vai ser acreditando nisso que vou deixar de acreditar em Deus.. Penso que se cada pessoa cuidasse da sua própria fé e não intervisse nas dos outros o mundo seria muito melhor...
Existe muito preconceito com esses "objetos" e quero contar um pouco da história deles aqui...
Vou escrever um post para cada objeto, porque acho que eles merecem um pouco mais de detalhe...