segunda-feira, 2 de junho de 2014

Incenso

Há anos, o incenso vem sendo utilizado pelas diversas crenças, religiões e mesmo pessoas descompromissadas com qualquer tipo de credo.

Os antigos, extremamente cautelosos e minuciosos em relação ao preparo de seus rituais, e, é claro, do ambiente em que realizavam estes rituais, escolhiam os incensos mais apropriados para aquilo que desejavam e esperavam alcançar.O uso dos incensos se propagou pelo tempo, tornando:se um importante instrumento universal de meditação, purificação, proteção, não sendo errado acreditar em algumas afirmações encontradas em livros, sites e crendices, tais como:
I. Os incensos, uma vez utilizados de maneira correta, criam uma atmosfera no ambiente, de energia, equilíbrio e harmonia, que ajudam o ser humano a sintonizar mais facilmente com os planos superiores;
II. Associa o homem à divindade, o finito ao infinito. Alguns, ainda, afirmam que os incensos possuem a incumbência de levar a prece para o céu.
III. O incenso está relacionado ao elemento ar e representam a percepção da consciência que, no ar, está presente em toda parte. De fato, estas são apenas algumas das inúmeras afirmações devotadas a este "santo remédio", se assim podemos chamá:lo.
Os Incensos são misturas de ervas, aromas, ou seja, misturas de componentes alquímicos que possuem a função básica de elevar espiritualmente, tanto o ambiente como o próprio ser, servindo como agente mediúnico das intenções humanas ao Astral.

Além de acalmar e perfumar, ele é utilizado em muitas religiões para agradar os deuses.
Como oferenda, possui duas funções: a de agradar e homenagear os deuses e a de fazer os pedidos chegarem mais rápido até eles.
Para várias culturas, o incenso é um elo com o sagrado. 
“A fumaça aponta para o mistério de Deus, ajuda a transcender”.
Segundo o livro Incenso – Preparo, Uso e Significado Ritual (ed. Hemus), “povos primitivos estabeleciam contato com o divino através da fumaça oriunda da queima de ervas e madeiras aromáticas que se elevavam até os céus.”
A civilização egípcia foi a primeira a registrar seu emprego com a intenção de afugentar os maus espíritos e homenagear seus deuses.
Mais adiante, na Bíblia, o incenso aparece como um dos presentes levados pelos três reis magos a Jesus. “Assim como o ouro, os perfumes e os incensos eram ofertados por serem caros e preciosos”.
Para levar os pedidos aos deuses é na Índia que o incenso ganha a força e o contorno que, anos depois, veio a ser comercializado no Brasil: uma mistura de ervas e resinas em forma de vareta.
Nos rituais hare krishna, a religião que difundiu o uso dos incensos por aqui, ele permanece no altar e é oferecido a Krishna (ou Vishnu).
“É uma representação do elemento ar e ajuda a estabelecer um vínculo com o supremo”, diz Gadhadara Das, monge do Templo Hare Krishna São Paulo.
Símbolo do desapego e da purificação, no budismo tibetano, o incenso é o símbolo da generosidade e do desprendimento. É um dos elementos que representam os prazeres sensoriais – no caso, o olfato.
A proposta é oferecê-lo para as deidades. Pois, dessa forma, a pessoa exercita o desapego dos prazeres sensoriais que é entregue como presente e se vai com a fumaça.
O incenso também deixa o ambiente agradável, livre de energias negativas. É capaz de tornar ainda mais forte um ritual do qual participam várias pessoas.
“Todos ficam na mesma vibração”.

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