quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Pequena e Saltitante

Veio a memória um acontecimento de anos atrás, talvez para cobrar deste poeta um poema de agradecimento a quem com um simples gesto mostrou que é preciso sonhar e lutar pra realizar!
Poema dedicado a decidida e talentosa Ana Flávia GarciaSaudades minha amiga!
Pequena e Saltitante
Ela era jovem mas tinha o olhar de criança,
caminhava entre os livros carregando a esperança,
seu olhar de esmeralda já mostrava a preciosidade
do que seria na flor da idade.
Sabe quando a memória fotografava e emoldura?
A imagem flui para o coração e perdura.
Ela pequena e saltitante
Roubou aquele instante
Mas deu de si algo eternizante
Se os livros que ela tocou falassem
Talvez as histórias trocassem
Trocassem de lugar com os sonhos dela
Ela era a pequena Cinderela
Que deixou o seu passo de cristal
No caminho do quintal
Do quintal dos livros
Fosse apenas uma história no pensamento seria linda
Mas é uma história real que aqui é bem vinda
Uma amizade nasceu naquele caminhar
Distante e distante mas capaz de comunicar
O que é tão belo e ninguém pode desenhar
A beleza tão bela não está no enxergar
Mas sim no sentir e no interpretar
Como nossas memórias são
Em questão de instante nos levam a imensidão
Imensidão do que somos e sentimos
E com aqueles que coexistimos!
A menina dos olhos de lanterna
Gravou a imagem que ficou tão terna.
Maximiliano Ribeiro Martins - Pequena e Saltitante (poema baseado em memórias reais)

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