Estava voltando da padaria com várias sacolas na mão e um homem nos parou na rua, eu e meu namorado, ele falou seu nome e nos contou sua história...
O nome dele era Samuel, ele era presidiário, estava fora pra passar o natal com sua família, sua mulher estava catando coisas no lixo logo a frente enquanto nós conversávamos... Disse que já tentou se matar e que ele não foi preso por tirar a vida de alguém, ele foi preso por tentar assaltar uma loja, mas nunca tinha pego em uma arma na sua vida, foi pego em flagrante.
5 ano de cadeia, ele se arrependeu de ter feito isso, ele acredita em Deus.
Nos parou pra pedir dinheiro pra ônibus, ou pra comer alguma coisa... O que mais me tocou é que ele poderia ter roubado a gente, como fez no passado, mas não, ele abriu seu coração, conversou com toda a sua sinceridade, dava pra ver no olhar, o brilho do olhar falando que tinha se arrependido e que precisava comer, precisava voltar pra Paraibuna.
Quem disse que não existem arrependimentos? Quem foi que disse que não existe conversão? Quem disse que um presidiário não pode ter Deus no coração?
Dei todo o dinheiro que eu tinha, se tivesse mais, eu daria mais e o homem se arrepiou dizendo: isso é o sentimento de Deus em mim... Achei tão bonito, tão verdadeiro, que não consigo achar palavras pro que eu senti na hora.
Acho que ouvindo uma história assim, a gente passa a ver as coisas de outro jeito, com um novo sentido...
Mesmo indo na semana missionária, e ouvindo todos os dias as pessoas falando de seus problemas, de suas mágoas e desesperos, esse cara me deixou realmente sem palavras, porque ele dizer que era presidiário não ia mudar nada, não ia saber se era verdade ou não, mas ele foi verdadeiro, e é essa verdade que importa.
Foi criado esse blog para que vocês sintam a mesma felicidade que eu sinto quando escrevo. Quero transmitir para vocês, cada sentimento que eu tenho. Esse é o meu diário, sintam-se BEM VINDOS.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Uma tarde apenas
Hoje fui em um orfanato, chamado casa dos meninos, fui ser voluntária e me apaixonei por aquelas crianças.
Elas ficavam felizes por um sorriso que a gente dava, por uma brincadeira que a gente improvisava, eram simples e carentes...
O dia foi muito divertido apesar de muitos mal entendidos nosso grupo conseguiu fazer o que estava ao alcance, mas fui embora triste.
Triste por ficar imaginando o porquê aquelas crianças estavam ali, seja por abandono, seja por necessidade, mas elas não mereciam estar ali... Não mereciam ficar trancadas todos os dias entre muros em que pra elas a realidade é outra, separadas por um muro em que elas não tem uma mãe pra abraçar e não tem um pai pra contar como foi o seu dia, não tem uma família pra compartilhar alegrias e sofrimentos, lá são eles por eles, percebi que eles são tão unidos, como se fossem irmãos, aliás, eles são..
Achei tão fofo um deles dizer que eles eram irmãos de verdade, perante os olhos de Deus! Eles tem uma coisa diferente, uma alegria no olhar, mas ao mesmo tempo uma mágoa bem grande... Me senti hipócrita, uma das pessoas mais hipócritas eu acho, porque vivo reclamando das coisas, mas tenho minha base ao meu lado, base que costumam chamar de família, mesmo sabendo que existem problemas nela eu ainda continuo ali, sendo apoiada, sendo acolhida, agora eu penso e quem não tem nem isso?
Queria poder ter condições pra dar a atenção que todos eles merecem, e o que mais eu estou pensando é que eu visitei hoje uma instituição e existem milhares no mundo todo... O que acontecem com essas crianças? Imaginar o que elas sentem, o que elas passam, não é fácil, pelo menos pra mim não.
Fomos passar o natal nesse lugar e pra mim foi o melhor, vai ser melhor do que o meu próprio, porque é tão normal você passar com sua família, com uma ceia, árvore e presentes em volta, mas o diferente é você passar com crianças que nunca viu na vida e se sentir cheia, sentir que o buraco vazio que você tinha, elas simplesmente completaram, mesmo que seja por uma tarde apenas...
Elas ficavam felizes por um sorriso que a gente dava, por uma brincadeira que a gente improvisava, eram simples e carentes...
O dia foi muito divertido apesar de muitos mal entendidos nosso grupo conseguiu fazer o que estava ao alcance, mas fui embora triste.
Triste por ficar imaginando o porquê aquelas crianças estavam ali, seja por abandono, seja por necessidade, mas elas não mereciam estar ali... Não mereciam ficar trancadas todos os dias entre muros em que pra elas a realidade é outra, separadas por um muro em que elas não tem uma mãe pra abraçar e não tem um pai pra contar como foi o seu dia, não tem uma família pra compartilhar alegrias e sofrimentos, lá são eles por eles, percebi que eles são tão unidos, como se fossem irmãos, aliás, eles são..
Achei tão fofo um deles dizer que eles eram irmãos de verdade, perante os olhos de Deus! Eles tem uma coisa diferente, uma alegria no olhar, mas ao mesmo tempo uma mágoa bem grande... Me senti hipócrita, uma das pessoas mais hipócritas eu acho, porque vivo reclamando das coisas, mas tenho minha base ao meu lado, base que costumam chamar de família, mesmo sabendo que existem problemas nela eu ainda continuo ali, sendo apoiada, sendo acolhida, agora eu penso e quem não tem nem isso?
Queria poder ter condições pra dar a atenção que todos eles merecem, e o que mais eu estou pensando é que eu visitei hoje uma instituição e existem milhares no mundo todo... O que acontecem com essas crianças? Imaginar o que elas sentem, o que elas passam, não é fácil, pelo menos pra mim não.
Fomos passar o natal nesse lugar e pra mim foi o melhor, vai ser melhor do que o meu próprio, porque é tão normal você passar com sua família, com uma ceia, árvore e presentes em volta, mas o diferente é você passar com crianças que nunca viu na vida e se sentir cheia, sentir que o buraco vazio que você tinha, elas simplesmente completaram, mesmo que seja por uma tarde apenas...
domingo, 30 de outubro de 2011
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Pré-fissões
Desde pequena nunca gostei muito de estudar,
agora que estou ficando mais velha,
tenho que saber em qual profissão vou atuar.
O que fazer quando “crescer”?
Qual profissão seguir?
Qual delas vou preferir?
Prefiro dez aulas de geografia,
a uma só de matemática,
não sou boa na prática,
sou péssima em exatas.
Gosto de pensar quem somos e de onde viemos,
interessante a filosofia,
mas não tenho paciência pra estudar toda a vida.
Não gosto de física,
principalmente a quântica,
que quer dividir tudo,
mas pra mim não tem nenhuma semântica.
Química pra mim é indiferente,
mas gosto mesmo é de ter contato com gente,
não me dou bem com a tabela periódica,
nem propriedades coligativas ou constituição da matéria.
Como se ligam os átomos?
Como se ligam as moléculas?
Inglês é complicado,
mas pra muita gente é easy demais,
não consigo nem com um dicionário do lado,
preciso estudar mais.
Português me encanta,
E literatura me deixa fascinada,
não é pra puxar o saco, não
gosto de ler poesias e fica fascinada.
Biologia me encanta,
evolução, célula, reprodução,
é um estudo sobre a vida,
merece toda a dedicação.
Matéria que eu gosto mesmo é história,
quero saber de tudo pra não ser enganada,
não aceito ser mais uma em um milhão,
ficando parada, sem fazer nada.
Mesmo com toda essa opção,
é difícil escolher,
estou confusa e não sei o que fazer.
Alguma sugestão?
agora que estou ficando mais velha,
tenho que saber em qual profissão vou atuar.
O que fazer quando “crescer”?
Qual profissão seguir?
Qual delas vou preferir?
Prefiro dez aulas de geografia,
a uma só de matemática,
não sou boa na prática,
sou péssima em exatas.
Gosto de pensar quem somos e de onde viemos,
interessante a filosofia,
mas não tenho paciência pra estudar toda a vida.
Não gosto de física,
principalmente a quântica,
que quer dividir tudo,
mas pra mim não tem nenhuma semântica.
Química pra mim é indiferente,
mas gosto mesmo é de ter contato com gente,
não me dou bem com a tabela periódica,
nem propriedades coligativas ou constituição da matéria.
Como se ligam os átomos?
Como se ligam as moléculas?
Inglês é complicado,
mas pra muita gente é easy demais,
não consigo nem com um dicionário do lado,
preciso estudar mais.
Português me encanta,
E literatura me deixa fascinada,
não é pra puxar o saco, não
gosto de ler poesias e fica fascinada.
Biologia me encanta,
evolução, célula, reprodução,
é um estudo sobre a vida,
merece toda a dedicação.
Matéria que eu gosto mesmo é história,
quero saber de tudo pra não ser enganada,
não aceito ser mais uma em um milhão,
ficando parada, sem fazer nada.
Mesmo com toda essa opção,
é difícil escolher,
estou confusa e não sei o que fazer.
Alguma sugestão?
sábado, 10 de setembro de 2011
Quando é amor, se percebe no olhar.
Pra mim amor não se prova com tatuagem, poemas, músicas, serenatas, cartas ou declarações.
Não se prova com presentes e não existe aquela teoria de que pra amar precisa ter ciúmes.
Quando é amor, se percebe no olhar.
Eu demonstrava a todo momento o que eu sentia, mas percebi que quanto mais a gente demonstra, mais dá errado.
Deve ser coisa discreta, guardada, calada.
Está dando certo pra mim, estou feliz e agora decidida!
O que eu quero é valorizar quem sempre esteve ao meu lado, me ajudando, me escutando e mostrando o quanto vale a pena fazer coisas boas, tanto pra mim quanto para os outros, o quão gratificando isso é... o que as coisas boas podem me proporcionar e me fazer pensar não só no presente.
O que eu quero é abrir mão de fazer muitas coisas em um dia, pra passar uma tarde sem fazer absolutamente nada ao lado dele, porque só estando na presença já é o suficiente.
O que eu quero é abraça-lo e não dizer nada, porque as palavras me fogem e ao mesmo tempo me vem todas de uma vez só.
Tenho medo de perde-lo, de ser solta demais, de ser presa demais, de ser seca, de ser melosa, de ser boba, de ser séria... de ser tudo ou de ser nada! É complicado tentar explicar.
Nunca consigo realmente explicar o que eu quero dizer ou o que eu sinto, acho que isso é péssimo.... mas se eu conseguisse explicar, se não fosse complicado, ia perder a graça.
Quero cuidar a todo momento, quero faze-lo sorrir nem que seja com uma cantada sem graça.
Quero me adaptar ao seu jeito, não precisa mudar.
Não ligo pro que vão me dizer, pro que vão te dizer, só quero que você saiba que eu quero ficar com você e com mais ninguém, porque você era tudo aquilo que me faltava.
"A cada olhar que eu te der, é uma jura de amor eterno."
Não se prova com presentes e não existe aquela teoria de que pra amar precisa ter ciúmes.
Quando é amor, se percebe no olhar.
Eu demonstrava a todo momento o que eu sentia, mas percebi que quanto mais a gente demonstra, mais dá errado.
Deve ser coisa discreta, guardada, calada.
Está dando certo pra mim, estou feliz e agora decidida!
O que eu quero é valorizar quem sempre esteve ao meu lado, me ajudando, me escutando e mostrando o quanto vale a pena fazer coisas boas, tanto pra mim quanto para os outros, o quão gratificando isso é... o que as coisas boas podem me proporcionar e me fazer pensar não só no presente.
O que eu quero é abrir mão de fazer muitas coisas em um dia, pra passar uma tarde sem fazer absolutamente nada ao lado dele, porque só estando na presença já é o suficiente.
O que eu quero é abraça-lo e não dizer nada, porque as palavras me fogem e ao mesmo tempo me vem todas de uma vez só.
Tenho medo de perde-lo, de ser solta demais, de ser presa demais, de ser seca, de ser melosa, de ser boba, de ser séria... de ser tudo ou de ser nada! É complicado tentar explicar.
Nunca consigo realmente explicar o que eu quero dizer ou o que eu sinto, acho que isso é péssimo.... mas se eu conseguisse explicar, se não fosse complicado, ia perder a graça.
Quero cuidar a todo momento, quero faze-lo sorrir nem que seja com uma cantada sem graça.
Quero me adaptar ao seu jeito, não precisa mudar.
Não ligo pro que vão me dizer, pro que vão te dizer, só quero que você saiba que eu quero ficar com você e com mais ninguém, porque você era tudo aquilo que me faltava.
"A cada olhar que eu te der, é uma jura de amor eterno."
Pobre sociedade
Aqui há muito o que mudar,
crianças passando fome,
sem ter onde morar.
Enquanto lá no senado,
está tudo inundado
de corrupção
e de sem coração.
Ninguém se importando com o próximo,
todos querem o seu dinheiro e seu negócio.
Aqui há muita gente pobre,
mas não é pobre só de dinheiro não... (quem dera fosse)
é pobre de valores,
pobre de caráter,
pobre mesmo é de sociedade.
crianças passando fome,
sem ter onde morar.
Enquanto lá no senado,
está tudo inundado
de corrupção
e de sem coração.
Ninguém se importando com o próximo,
todos querem o seu dinheiro e seu negócio.
Aqui há muita gente pobre,
mas não é pobre só de dinheiro não... (quem dera fosse)
é pobre de valores,
pobre de caráter,
pobre mesmo é de sociedade.
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